quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

PASSEIO NO AVENTINO

29.11.2010 

Passeio de hoje – Lugares tranqüilos no Aventino




Eis o passeio de hoje!




os 7 montes de Roma
Roma tem 7 colinas: Campidoglio, quirinale, Viminale, Esquilino, Celio, Aventino e Palatino, como mostra a imagem esquemática ao lado, que o Wikipédia gentilmente me forneceu.




O passeio de hoje foi no monte aventino, que ao longo da República era um bairro plebeu e desamente habitado, mas no período do Império era o bairro da elite de Roma. No século V os godos invadiram e saquearam as casas de luxo. Hoje em dia esse bairro é um bairro rico, com muitas igrejas (ah, que novidade!) e parques.

Iniciei o passeio pela já conhecida Pirâmide, então eu vou pular esta parte e vou direto para os pontos inéditos! O primeiro lugar inédito de hoje que eu fui foi o cemitério protestante, para começar a tarde já em um estilo assustador. Para me dar as boas vindas, os gatos, alguns pretos. Eles vinham até aonde eu estava e ficavam se esfregando na minha perna. Isso era realmente assustador, considerando que eu estava sozinha no meio de um cemitério. Mas tudo bem, eu sou forte (mentira!), e aguento qualquer tranco.


O gato recepcionista




O gato esfregão








O cemitério foi criado por volta de 1821, porque antes disso os não católicos, com exceção aos judeus, não podiam ser enterrados em Roma. Aqui só são enterrados os protestantes, como resultado da segregação forçada durante anos pela cidade. Aqui jaz um monte de gente famosa, tipo o  John Keats e o filho do Goethe, e vários outros, mas no fim eu não encontrei nenhum. Na verdade eu nem procurei direito, meio macabro essa história de sair por aí procurando túmulos de famosos né, meu deus.

Saindo de lá, eu passei pelo também já conhecido de vocês prédio dos correios, e subi uma ladeira até chegar na Igreja Sant’Anselmo. A Igreja em si é bem sem gracinha, e o guia recomendada visitar os jardins da igreja, que estavam fechados. Logo, saí de lá sem ter dado muita coisa bonita para os meus olhos...


O prédio dos Correios

Igreja Sant’Anselmo


Este problema foi resolvido quando eu fui para o Próximo ponto, a Porta Lavernale, na Piazza Cavalieri de Malta. Este portal é rodeado pela cruz dos cavaleiros de Malta, uma organização para cuidar de peregrinos adoentados. A grande sacada da porta é a sua fechadura! Todo mundo aqui diz que se chama “buraco de São Pedro”, e diz que o que tem lá é uma surpresa, e todos tem que ver. Se você também acha que é uma surpresa, pule para o próximo parágrafo! Na verdade, o buraco da fechadura é uma incrível moldura da Basílica de São Pedro! Meu deus, que divertido! Foi uma surpresa para mim, e foi muito bom ver..


  Porta Lavernale

O buraco de São Pedro








Depois do buraco de São Pedro, eu fui para a Igreja Santa Sabrina, a Menina dos olhos do aventino. Esta Basílica foi fundada em 425 d.C, e é uma das igrejas mais antigas de Roma.









Saindo da Igreja eu fui para um campo de laranjeiras, que tinham laranjas! Pena que não dá para ver na foto porque já estava escuro, mas era uma gracinha. Mais gracinha ainda eram as crianças que jogavam futebol lá no frio, no fim da tarde, com os pais sentados em banquinhos, babando pelos seus filhos.








Logo após o campo de laranjeiras, eu fui para o campo das rosas! Infelizmente as rosas não brotam nesse frio idiota, mas em maio tem competição de plantação de rosas, e esse lugar deve ficar lindo, pena que eu não vou estar por aqui para ver, mas eu mando o Marcon tirar umas fotinhos depois. No fim deste campo, tem um mirante lindo de Roma, que dá para ver os monumentos do Vaticano e da Piazza Venezia, e estava cheio de casais de namorados, e eu solitária, namorando a minha máquina fotográfica!ahahah





O campo das laranjeiras
O campo de dia, sempre com um casal de namorados





Depois desse campo eu saí passeando até chegar em casa, e deu tempo só de pegar mais um casaco, porque eu ia para um bar com o Marcon e todos os erasmus assistir Real e Barcelona. Bom, não preciso nem comentar do 5x0 e do show do Messi, o mundo inteiro viu aquele jogo. Saindo do jogo, pegamos a já cotidiana chuva e voltamos para casa, e aí a minha doença voltou a se manifestar (é meio estranho, eu fico bem durante o dia e fora de casa, mas quando eu fico em casa parece que eu vou morrer).









A Débora, que é uma amiga da Cássia, estava aqui com o seu wii, e nós passamos muito tempo jogando e se divertindo. Não preciso nem dizer que o Marcon é muito ruim e perdeu todas, e que eu não agüentei ficar até o final porque estava morrendo e vim durmir. Eles ficaram lá na felicidade do vídeo game até umas 4 da manhã... droga de doença idiota! No próximo campeonato de wii eu vou ficar até o final e vou ser campeã!




Marcon e suas marconzices

Ahá!


MAIS UMA SEMANA EM ROMA!

24.11.2010 

Hoje eu passei o dia matutando destinos de viagem, e programando tudo para sair de casa logo menos. Quando tudo estiver certinho eu conto para vocês. No fim da tarde eu comprei um netbook para permanecer conectada enquanto eu tiver viajando nos frios países nórdicos. Depois, antes de voltar para o Brasil, eu vou vender ele e vai dar tudo certo!

De noite eu fui para mais uma festa erasmus, mas essa foi uma grande meleca. Também, só eu para pensar que uma balada de quarta feira seria boa. 

Não tinha quase ninguém e foi bem chatinho. Aí quando eu cansei de dançar, lá pelas 3h30 da manhã, eu voltei para casa sozinha sozinha. Foi a primeira vez que eu andei sozinha em Roma, em uma hora dessas. E no fim das contas foi super sussa e eu não tive medo nenhum, sucesso! Chegando em casa, eu morri, para variar!


25.11.2010 



Acordei meio tarde hoje, ainda destruída da balada de ontem. Fiz as minhas malas para ir visitar a minha família em Vietri Sul Mare, e lá eu finalmente vou poder descansar direito. Cheguei, e fiquei tranquilona com a minha família, conversei bastante, contei todo o perrengue com a faculdade e disse que vou embora de casa e de Roma, e vou passear sem rumo e sem teto sozinha pela Europa. O bom é saber que se alguma coisa der errado, eu sempre vou ter a minha família por “perto” para me salvar!

De noite eu fiquei batendo papo com os meus primos, só gastando o meu fluentíssimo italiano (ahamm..). Depois, fui para a cama gostosa da casa da minha tia, para descansar até a alma.


26.11.2010 

Para variar, eu acordei tarde. Fui direto para o hotel, para almoçar com todos. 

O almoço, para variar também, foi sensacionalmente muito delicioso. Com todos aqueles pratos (entrada, primo piatto, secondo piatto, frutas, sobremesa, huuuum) sensacionais e tal. Hoje, o primo piatto estava especialmente delicioso, o Timbalo alla siciliana, e depois do fim do almoço eu fui até a cozinha agradecer o chef pelo imenso prazer que ele me deu. Foi demais, me senti na obrigação de ir até lá agradecer. Huuuum, só de lembrar dá água na boca...

Depois do almoço eu fui com a minha tia na academia, mas eu não fiz a aula. Peguei um livro e fiquei sentada nos equipamentos de musculação lendo, enquanto ela fazia mó esforço na aula. O meu nariz tava ruim, e eu estava espirrando e tal, depois ia dar meleca se eu fizesse a aula, aí eu não fiz. Mentira, eu tava é com uma preguiça sensacional de fazer exercício no frio. Pronto, falei.

Depois da academia, fui com a minha tia em uma costureira, arrumar uma calça que o meu tio tinha me dado, que estava muito grande e precisava fazer a barra. O que aconteceu foi que na hora de vestir, a calça simplismente não fechava! No dia que o meu tio me deu a calça, a 1 mês e meio atrás, a calça caía sozinha de tão grande que estava, e agora ela não fechava! Meu deus, que desespero! Preciso parar de comer as delícias italianas. Ou, preciso aceitar as minhas gordurinhas extras e prometer que eu vou emagrecer no Brasil. Acho que vai ser a segunda opção... Bateu um arrependimento de não ter feito aquela aula na academia...

Chegando em casa eu me arrumei e fui passear por Salerno, sozinha. Não estava procurando por nada, e estava sem a máquina. Hoje foi o meu dia de só olhar, e descobrir coisas que eu não tinha descoberto na saída fotográfica por Salerno, e foi bem gostoso usar o meu olho como máquina. Fui até a estação de trem da cidade, e comprei uma passagem para voltar para Roma amanhã.

De noite, eu saí com o meu primo, a namorada e uma amigos dele. Nós íamos para um bar todo charmosinho, mas ele estava lotado. Então, nós ficamos conversando na frente de um outro bar, mas nós não entramos nele. O problema é que estava um frio do capeta e os amigos dele não falavam em italiano, só em dialeto. A conclusão foi que eu passei horas calada, morrendo de frio, debaixo da chuva, ouvindo uma conversa super animada da qual eu não entendia quase nada. Hahaha, foi uma meleca, mas no fim foi divertido, eu gosto de estar com os meus primos, eles são uma graça.

Chegando em casa, lá para as 3h00, eu deitei e morri. Certeza que eu vou acordar tarde amanhã.



27.11.2010 

Acordei tarde (claro!) e fui passear por Salerno, e conhecer todas as ruas que eu ainda não tinha conhecido. Depois desse passeio, eu andei oficialmente por TODAS as ruas da cidade, o que pode ser feito em mais ou menos 30 minutos. 

Ai, adoro cidades minúsculas, é tão divertido! Em vários momentos as pessoas me reconheciam, mesmo eu estando sozinha. Aí eles me davam oi, perguntavam se estava tudo bem, se eu precisava de alguma coisa, todos eram um poço de simpatia! Até o lixeiro me deu oi e disse “saúde” quando eu espirrei. Que fofinho!!

Quando chegou a hora do almoço, eu fui de novo para o hotel para almoçar. Hum, mais um dia de delícias, mas uma vez o meu estômago me ama. Aliás,faz muito tempo que o meu estômago me ama, já que eu só como delícias nesse país. Ainda bem que daqui a pouco eu volto para o Brasil, se não eu ia virar uma bolota gigante, certeza..

Peguei o trem para Roma no início da tarde. Na verdade ontem eu comprei o bilhete mais barato para voltar para Roma, que eu nunca tinha comprado antes. Eu ia ter que fazer uma baldeação em Napoli, e pegar outro trem até Roma. De Salerno até nápoli, simplismente não tinha NINGUÉM no trem (eu sei, porque eu andei o trem inteirinho procurando alguma pessoa para me sentar perto dela, mas simplismente não tinha uma alma lá). Foi muito estranho e surreal passar 40 minutos em um trem enorme em movimento, no meio da noite, e completamente sozinha. Mas sei lá, mais uma experiência maluca para contar para os meus netinhos..

Chegando em Nápoli eu peguei um trem para Roma, e esse sim estava cheio. Cheguei em Roma as 21h30 da noite e comi uma besteirinha qualquer e fui direto para a casa do Daniel, para fazer um esquenta para a balada de hoje. 

Ficamos lá conversando e sendo felizes e depois fomos para o Circolo degli artisti, para passar pelo menos uma noite longe das baladas erasmus.
O lugar estava lotado. Como todos sabem, eu odeio, ODEIOOO multidões. Fui chutada, pisaram no meu pé, e eu simplismente não conseguia ficar parada no lugar porque me empurravam de todos os lados, sem parar, na maior não-educação italiana. Eu fiquei bem irritada, mas pelo menos a música era boa.


Na hora de ir embora, voltei a pé, com o Daniel, a Audrey, sua irmã e o Marconzis. Estava chovendo uma chuva cretina, e eu fiquei ensopada e triste. No meio do caminho, paramos em um lugarzinho que faz doces que são distribuídos pelas padarias de manhã, e lá eles vendem por 80 centavos! Me acabei, comi mesmo, sem me importar com o excesso de gordurinhas que essa delícia me causará. E fiquei feliz por descobrir que tem docinhos bons e baratos bem do lado da minha casa.

Quando eu cheguei em casa, jantei com o Marcon, as 4 da manhã! Ficamos conversando até umas 6, antes de ir durmir. O meu relógio biológico me odeia, ao contrário do meu estômago. Mas tudo bem, eu não ligo para essas briguinhas internas (literalmente).


28.11.2010 



O motivo de ter voltado no sábado a noite para Roma e não no domingo era para poder ir no mercado de pulgas de manhã, e visitar de graça monumentos da cidade (no caso, o coliseu que eu ainda não visitei) a tarde. Claro, que depois de tomar chuva de madrugada e durmir muito muito mau, eu fiquei doentona e não consegui sair de casa. Para completar, choveu o dia inteiro.

Conclusão: o domingo foi de doença e remédios, em casa. Mas eu me cuidei bem, para amanhã estar pronta de novo e arrasar no turismo em Roma, já que daqui a pouquinho eu estarei me pirulitando daqui...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ROMA X BAYERN

23.10.2010 

Durante o dia eu fiz um monte de coisas que são dispensáveis de contar no blog, então vamos direto para o que interessa: o jogo!

Ah, talvez valha contar um piccolo episódio da minha tarde: eu estava no metrô indo para a estação Flaminio, que é a estação mais próxima do estádio. 

De lá, tem que pegar um tram que deixa bem pertinho de lá. Pois bem, estava eu, as 3 da tarde, no metrô relativamente vazio. Quando ele parou na estação Termini ( vocês já sabem, o caos, cheio de gente, e tal), uma inundação de alemães torcedores do Bayern invadiu o meu vagão, e de repente, de uma tranqüila viajante, eu virei uma sardinha enlatada.

Se engana redondamente quem pensou que eu achei uma droga tudo isso. Eu nunca vi tantos homens bonitos por metro quadrado! Todos eram altos, cheirosos e educados, e eu fiquei 5 estações babando pelos bonitões. Hum, acho que vou considerar incluir várias cidades da Alemanha na minha viagem, meu deus.

Bom, voltando ao jogo: eu saí com as meninas daqui de casa e o marcon, lá pelas 7, e encontrei os ingleses e o Daniel no Flaminio, as 7h40. Pegamos um tram lotado (cheio de feios torcedores do Roma), e de novo eu virei uma sardinha enlatada, mas dessa vez foi uma grande droga mesmo.

Chegamos no estádio, que emoção! O estádio era lindo, a torcida do Roma era linda, cheia de bandeirões, mulheres e velinhos. Todos cantando para o seu time, cheios de amor. Foi impressionante, de verdade, ver um estádio inteiro empurrando uma equipe, quase que jogando o seu coração lá no campo.

O Roma, bom, o Roma é um time de emoções. No primeiro tempo eu realmente acho que eles pressionaram e estiveram melhores, mas tomaram 2 gols do Bayern, e quase deixaram a torcida maluca. Na verdade, calaram a torcida. Quando o primeiro tempo terminou, só dava para ouvir a cantoria da pequena torcida-bonitona do Bayern.










Quando o segundo tempo começou, o Bayern claramente estava melhor, pressionando e tal, mas mesmo assim o Roma conseguiu fazer um gol, e dar um pouquinho de alegria para a torcida. Eis que quando faltam só 20 minutos para o fim da partida, entra em campo o amado e idolatrado Totti.


A torcida gritava o nome dele em uníssono como se ele fosse o salvador da pátria. Bom, e era! o jogo estava 2x1 e o Bayern claramente ia ganhar, mas aí o totti deu um passe sensacional. 2x2, e a torcida enlouqueceu.

Tava um frio do capeta, e uma chuva idiota

5 minutos depois, o Totti fez uma jogadinha esperta e descolou um pênalti que ele mesmo converteu. Aí sim a torcida enlouqueceu de vez, e foi emocionante de ver! A galera gritava e cantava sem parar, o time do Roma estava muito motivado, e eu estava de boca aberta. E os bonitões torcedores do Bayern, coitadinhos, estavam desolados! Acho que eu poderia ter consolado cada um deles...


êee, roma!

A musiquinha que tocava nos auto-falantes do estádio depois do jogo era meio breguinha, meio lenta, mas o estádio inteiro cantava e eu me senti meio besta de não saber, mas tudo bem! Foi sensacional de ver! A conclusão que eu tirei foi que eu sou mó pé quente, quando o timão tiver que vencer, eu vou ir assistir no estádio que tudo vai ficar bem.. hahah



Para voltar para casa, foi a maior novela: os ônibus estavam cheios e resolvemos ir a pé até algum lugar interessante para pegar algum ônibus mais vazio. Pegamos o ônibus errado, e voltamos para o estádio (!!!). Tivemos que esperar mais 40 minutos até o ônibus sair, para ir até a estação Termini (ai, meleca...) e pegar um ônibus noturno lotado até em casa. Claro, até esse ônibus noturno chegar, mais uns 40 minutos de espera no frio e no molhado. Mas valeu todo o sofrimento por ter ido no estádio e ter visto o Roma ganhar! Ê!!

É O FIM!

22.11.2010 – Desisti da faculdade

Acordamos cedo de manhã para ir até a secretaria da faculdade pedir a bendita carta para poder fazer a aula de projeto. Sim, estamos no fim de novembro e eu ainda não fui em nenhuma aula. Sim, eu tinha certeza que ir até a secretaria não resolveria o problema. Dito e feito.

A mocinha da secretaria tentou ser o mais legal que ela conseguia, e explicou pra gente que a secretaria da faculdade não pode escrever uma carta dizendo que estamos inscritos em disciplinas, simplismente porque nós não estamos. 

O Prof. que deveria ter mandando para a faculdade documentos dizendo que nós vínhamos estudar aqui (sim, lá em junho...), não mandou, então ninguém sabe de nada. Só esse professor pode escrever uma carta dizendo que estamos inscritos, para então a secretaria reconhecer a gente, para então o professor poder nos aceitar na disciplina.

Ah, meu, que raiva! Eu gastei todo o meu dinheiro para vir estudar nessa faculdade e eles nem sabem que eu existo, não se importam, não fizeram o mínimo esforcinho para que o intercâmbio efetivamente existisse. O Marcon, chegando em casa, mandou um email para o professor pedindo esta carta, mas eu sinceramente duvido que ela chegue um dia, e cansei. Desisti da faculdade e pronto. Quero que todo mundo que ferrou com esse intercâmbio vá catar coquinho!

Pronto, ufa. Acabou a novela da faculdade. Agora, o meu intercâmbio virou um mochilão cheio de lugares legais para desbravar, e com certeza o blog vai ficar muito mais interessante. Triste que eu volto para o Brasil antes do carnaval, não vai nem dar para sentir saudade da minha terra.

Hoje teve uma festa durante a noite, mas eu tava perturbada demais com essa história da faculdade para ir. Fiquei em casa, com os meus botões, só conversando com o meu travesseiro. Dessa conversa, eu não tenho nada de interessante para relatar para vocês, boa noite!

ps .: não é porque hoje o dia foi uma meleca que foi um dia perdido. Voltando para a faculdade eu comprei ingressos para o jogo Roma x Bayern, amanhã! O dia de amanhã promete!

É O FIM DAS ENERGIAS

19.10.2010 – Morri em casa

Morri, eu simplismente morri. Não saí de casa, não fiz nada. Passei muitas horas durmindo, poucas horas acordada, geralmente comendo. De novo eu assustei a minha casa com a minha capacidade de durmir por muitas horas, em um sono muito pesado. É, o cansaço faz isso comigo...


20.10.2010 – Piazzale San Lorenzo

Assim como ontem, hoje eu ainda estava meio destruída. Acho que aquela teoria de que quanto mais se dorme, mais tem sono, é verdade. Eu passei o dia inteiro meio morta-viva, mas resolvi voltar ao planeta terra à noite, bem na hora da festa!

Hoje nós fomos de novo na piazzale San Lourenzo, com todos os brasileiros, e todas as meninas aqui de casa, ver um show do amigo do Aldo. Nós chegamos tarde, não vimos o show, mas ficamos lá na piazza um tempão, até o frio ganhar da gente. Pena que eu não levei a câmera, não tenho nenhuma foto para mostrar para vocês da noite de hoje, que foi bem legal. Pena...


21.10.2010 – Morri em casa. Chuva chuva chuva

Bom, se antes eu não queria acreditar, a partir de hoje eu não posso mais negar. Em Roma chove, sem parar. Muito.

E é isso, o meu dia foi de chuva (sem parar, muito). Não dá para passear, nem para tirar lindas fotos, nada. Tá na hora de ir na decathlon comprar uma galocha porque a coisa está feia, e isso não é uma brincadeira. O domingo foi uma grande tristeza chuvosa.

24H SEM DURMIR

18.11.2010 – Questura, não à projeto, festa erasmus, 24h sem durmir

Acordei as 6 da manhã porque hoje era o grande dia. O grande dia de ir à policia, dizer quem sou eu e porque eu quero morar em roma. Bom, não foi nada do que tinham me dito, com armas e soldados maus. Lá só tinha soldados legais e bem humorados, cheios de piadinhas e risadinhas. Enquanto o policial via a minha papelada, nós conversmos sobre samba e praia, e os policiais do lado entraram na conversa também, para vocês verem o tom da descontração..

Cheguei em casa, e por incrível que pareça, eu ainda estava exausta da viagem, mas não podia descansar. Arrumei um pouco das fotos da viagem no computador, esperando o Marcon acordar. Quando ele acordou, nós fomos para a faculdade, para a nossa primeira aula de projeto.

Chegamos lá, conversamos com a assistente da disciplina e explicamos que eramos estudantes intercambistas e que estavamos um pouco perdidos, mas que queríamos fazer a disciplina e ela disse “sussa!”. Ok, finalmente alguém resolveu ser legal nessa faculdade. Porém, quando o professor chegou, nós dissemos a mesma coisa para ele e ele respondeu “sussa, mas antes vocês tem que me mostrar uma carta da secretaria dizendo que vocês estão inscritos nessa disciplina. Se é tudo bem para a secretaria, é tudo bem para mim”. 

Então nós saímos da sala, tristinhos, porque não podíamos assistir a aula sem a tal da carta.

Fomos para a secretaria e: surpresa! Estava fechada, claro. Só abriria amanhã de manhã, e mais um dia nós ficaríamos sem aula na faculdade. Que raiva!
Passeamos um pouco pelo centro da cidade à procura de uma lapiseira para mim, que claramente eu não encontrei. Voltamos para casa meio tristinhos, e decidimos afogar as mágoas em uma festa erasmus!

A festa foi como mais uma daquelas baladas tantas que eu já expliquei, e acho que não preciso explicar de novo. O que aconteceu dessa vez é que eu estava muito cansada, e sentei em cima da caixa de som, e desenvolvi a nova modalidade de dança, a “dança sentada na caixa de som da balada”. Hahah, fui feliz.

Mas cheguei em casa as 6 da manhã, ou seja, 24h sem durmir. Uma combinação muito explosiva para quem não tinha nem se curado do cansaço acumulado da viagem anterior. Morri.

VOLTA À ROMA

17.10.2010 – Morri em casa

Eu simplismente não vi o avião decolar, e acordei quando ele pousou, porque o piloto não foi nem um pouquinho delicado, porque se tivesse sido eu não teria acordado. Eu estava morta, mas estava em Roma, em casa.
Chegando aqui eu me lembrei porque todos os europeus fazem piada com os italianos! Aqui é a maior desorganização. Ônibus lotado, horários atrasados, ninguém respeita a fila, ninguém respeita o espaço do outro, todo mundo grita e fala alto. Um grande caos, o meu amado caos que eu estava até sentindo falta.

Peguei um ônibus (lotado e atrasado), que ia me levar até a primeira estação do metrô. Na vinda, eu demorei 12 minutos nesse percurso. Na volta, por causa do trânsito, demorei mais de uma hora, e eu tenho certeza que o ônibus inteiro reparou em mim, porque eu realmente não conseguia ficar de olhos abertos, a minha bateria tinha chegado ao fim. Era ridículo, eu juro que me esforçava para ficar acordada, mas eu simplismente não conseguia, e quando me dava conta eu já tinha durmido mais um tanto, e estava acordando assustada sem saber aonde eu estava e nem qual era o meu nome...

Cheguei em casa quase as 10 da manhã. Subitamente, a minha energia voltou, tipo em um último suspiro. Pulei em cima do Marcon e fiz a maior festa. Comi e até descarreguei as fotos no computador. Lá para o meio dia, o cansaço me venceu e eu durmi.

Não preciso nem dizer que acordei só as 10 da noite, e assustei a minha casa inteira com o tanto seguido de horas que eu durmi em sono profundo. Eu durmi com o celular do meu lado, e várias pessoas me ligaram, e eu simplismente não ouvi, estava morta.

Bom, acordei as 10, jantei, escovei os dentes, e durmi de novo.