terça-feira, 26 de outubro de 2010

PERUGIA

18.10.2010 –  Viagem para Perugia

Acordei cedinho, já morta. Fui para o metrô, fiz a famosíssima baldeação do Termini (só para não perder a piada: Sé), e fui para a estação Rebibbia, mais conhecida como fim do mundo. Pegamos o ônibus para Perugia e adivinhem: trânsito! Como eu não estava com saudade do trânsito, meu deus! Demoramos uma hora a mais do que o esperado para chegar lá, e chegamos em 3 horas. Aí, do ponto em que o ônibus parou, nós tínhamos que pegar o fofíssimo minimetrô para ir para o centro da cidade, aonde rolava a tão deliciosa festa.


Minimetrô, realmente mini.

Algumas horas, a vista da cidade era sensacional.
Mas não era exatamente na hora dessa foto, sorry.

A chegada 100% computadorizada em uma das estações.

Todo o glamour dos meninos...

No fim da linha, o Minimetrô gira em torno de um eixo,
 para  retornar na outra direção.
Ele gira bem na nossa cara, para mostrar
como a cidade é rica e tecnológica.




Na verdade, esse metrô não tem muita utilidade, ele é mais uma  obra fofa, caríssima e 100% computadorizada, para os zilhões de turistas verem como a cidade é rica. Chegando na última estação (nós fomos de uma ponta até a outra), tinham umas lojas meio caras e tal, tudo super arrumadinho, bem feito, com estilo. Quando eu fui olhar a plaquinha, estava lá o nome do arquiteto: Jean Nouvel. Bom, isso explica muito.

Eu saí do metrô com a boca salivando por um delicioso chocolate sensacionalmente especial. O que eu encontrei foi um frio do capeta, uma festa do chocolate sem graça, chocolates caríssimos, e uma cidade linda de cair o queixo.



A chegada na cidade, saindo da estação







Sobre a festa, não tem muito o que dizer: chocolates caros, nada de amostra grátis, nenhuma felicidade na cara dos vendedores, nenhum chocolate super diferente que valesse a pena pagar os olhos da cara. O frio era infinito, então o esquema era passear bastante e ver a cidade.



Quanta nutella! Que delícia!


Choco Kebab, ou choco churrasquinho de gato.
O novo hit do inverno

Frio, chocolate.




E que cidade! As casinhas eram lindas, as árvores sempre com cores intensas, as ruas limpas, a bela proporção da rua com as construções, os cheios e os vazios, putz, era sensacional! Parece até papo de apaixonado, que acha que tudo é bonito, mas não é, realmente tudo é lindo lá! E como umas imagens valem mais do que mil palavras, aí vai:






Nesta viela tinha um cara tocando Yann Tiersen! Demais!

Ali no canto tem um antigo aqueduto que virou passagem de pedestre


Acho que esse foi o lugar mais lindo da cidade.

Ahá! Na cidade ricona tb tem mendigo!

Isso é um ponto de fornecimento de energia, que se ergue do chão
quando tem evento. Quando não tem, é só um detalhe cinza no chão. Demais!

O castelo mais capitalista que eu já vi. Tava cheio de lojas aí dentro,
e tinha escada rolante para acessar...

Uma das portas da cidade, e as pilhas da minha câmera tinham acabado

Vento, frio.

Vento, Frio.



Depois de muito passear pela cidade, e de conversar com um montão de gente diferente, eu cansei. Só que não era nem 16h00 ainda, e o ônibus só partia as 17h00. No fim, um monte de gente pegou o minimetrô para ir embora cedo, e chegando no encontro para o ônibus, encontramos um parque de diversões! ÊEEEE, felicidade! Foi a hora mais legal do dia, juntar os amigos e ir no carrinho de bate-bate! A gente nem cabia no carro de tão pequenininho que ele era, mas a felicidade de sair por aí batendo em todo mundo foi enorme! E aí, maaais fotos:






Hahaha, o Dragoni não coube no carrinho!


IUUUPIIII!!!



Voltando para casa, mais trânsito. No fim das contas, o dia valeu por tanta coisa bonita que eu vi, e pelo bate-bate no fim do dia. Mas eu não posso dizer que não fiquei desapontada com a festa do chocolate! Eu passei uma semana pensando nesses malditos chocolates, e no fim comi um mísero pedacinho pequenininho de chocolate que nem estava lá essas coisas. Mas tudo bem, se um dia eu for para a suíça eu vou exagerar bastante no chocolate, para compensar o dia de hoje...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

COSTA AMALFITANA E CETARA

17.10.2010 

Dessa vez eu acordei cedinho e tomei a iniciativa de ir a pé sozinha até Salerno. Estava fazendo um sol terrível e eu não tinha shorts, então estava lá eu de jeans e regata torrando no sol, passeando pelas vazias ruas do domingo de manhã. Estava tudo fechado, mas a cidade continuava linda, e o sol sobre o mar era sensacional. Tirei um montão de fotos do caminho que eu já descrevi para vocês, aí vai: 


chegando no porto

o porto

essa rotatória é a mais recente reforma urbana, em Salerno

As casas na encosta deles são bem diferentes das nossas



A Marina de Salerno

Torre da Igrejinha de Salerno

Il Giadirno Incantato



Quando eu voltei, estavam todos me esperando para o terceiro round no restaurante do meu tio. Lá fui eu, pequenininha, de novo, enfrentar os milhões de pratos deliciosos. Comemos mais macarrão, mais bifões de carne, mais frutas, e uma torta que era meio torta, meio sorvete, e que estava muito bom! Voltei, pela terceira vez em três dias, rolando para casa. Mas dessa vez eu não podia durmir porque eu tinha que aproveitar o lindo sol antes de voltar para Roma. 


A vista do restaurante do hotel

Rolava uma regata lá atrás


O meu primo Vittorio e a namorada dele resolveram me levar para uma outra cidadezinha pequenininha ali perto, uma cidade de pescadores, que chama Cetara. Durante o caminho, eu fiquei de queixo caído com a beleza da costa Amalfitana, porque a gente pegou um caminho bem tortuoso que margeava o mediterrâneo, e dava para ver várias cidadelas, e era sensacional.

Chegando em cetara, conheci a família da namorada do meu primo, e vi que a cúpula da igreja da cidade também era verde e amarela e feita em cerâmica. Fomos para o bar da praia, nós 3, e lá encontramos o amigo do meu primo, aquele que ficou batendo papo comigo na manhã de sábado. O lugar era super fotogênico, e eu passei a maior parte do tempo tirando fotos. Depois a família da namorada do meu primo chegou, e aí eram umas 10 pessoas falando em napolitando e provavelmente falando de mim e rindo da minha cara, porque eles estavam falando em Napolitano e eu não entendia nada. Quando eles olharam descaradamente para mim eu disse “Eu não entendi nada do que vocês disseram, mas eu tenho certeza que é besteira! Pelo sim pelo não, é mentira!”. Foi tudo o que eu consegui conversar com eles, só saquei que tinha alguma coisa da Máfia no meio da história! Acho que eles pensaram que eu não estava falando muito porque eu pensava que eles eram da máfia. Bom, sei lá, não entendi nada da conversa, admito. Mas as fotos ficaram legais, aí vai! 


Cúpula verde e amarela

Praia dos pescadores





A praia, a cúpula, o sol






Para pegar o trem para voltar para Roma, o meu primo ia me levar. Nós voltamos para Vietri ( o meu primo, a namorada dele e o Giancarlo, o amigo que estava com a gente em cetara), e eu peguei a minha mala e me despedi de todos. Na hora de ir embora, mais um amigo do meu primo estava dentro do carro, o Giovanni, que foi para Cava comigo na noite anterior. Foi praticamente um comboio para me levar para o trem! O trem, de novo, foi pontualíssimo, e o Giovanni foi tão gentil que me levou até a minha poltrona no trem, hahaha! Lá tinham 3 freiras, que estavam conversando em inglês sobre como a cidade da qual elas estavam indo embora era bonita. Falou elas mencionarem o nome da cidade né...

Cheguei em casa lá pelas 10 e a minha companheira de quarto estava aqui. Ela se chama Madalena, e é muito legal! Com o passar o tempo vão aparecer umas histórias dela aqui!

Quando eu entrei na internet eu vi que as passagens de avião estavam em promoção, e para ir de Barcelona para Porto estava 5 euros! Bom, aí está a viagem de novembro! Roma-Barcelona-Porto-Lisboa! Vou ver o Isaac, a Lu, a Lara, o Louis e o Pedro! Essa viagem promete!

Jantei um risoto meio pré-pronto (desses que você mistura na água e fica pronto em 15 minutos), mas que estava gostoso. Esse jantar teve a companhia do Isaac e do jogo do palmeiras, um em cada tela de computador na mesa da cozinha. Tomei banho e fui durmir meio tarde, amanhã eu ainda tenho que acordar as 6h30 da manhã para ir para Peruggia, na festa do chocolate! Meu deus!

VIETRI, DIA 2

16.10.2010 

Eu acordei cedinho porque queria fazer um desenho da cúpula da cidade, aí eu acordei, desci e o meu primo estava por lá com um amigo. Nós ficamos lá batendo papo e no fim eu não fiz desenho nenhum. Quando eu fui ver, já estava na hora de almoçar, e lá vamos nós de novo para o hotel comer! Pelo menos dessa vez eles já começaram pelo primeiro prato, que era tipo um penne gigante com molho de sei lá o quê e uns camarões grandões; depois, um peixe lá da região bem gostosinho com um molho; e de sobremesa frutas e a mesma torta do dia anterior, que não tinha acabado. De novo eu comi tudo, de novo eu saí de lá rolando. Aí eu fiz um passeio pela cidade sozinha, só para tirar umas fotos. 


Vietri



Chegando em casa o meu primo me levou para conhecer um lugar mó legal, de uma ricona da cidade, que já morreu. Antes dela morrer, ela doou para uma das igrejas um grande terreno, que a igreja construiu uma quadra para as crianças e uma pequena vila, com os corrimões feitos com retângulos de cerâmica. A primeira coisa que eu disse foi “nossa, parece o Gaudì”, e eu meio que dei uma bola fora. Parece que as pessoas de Vietri não gostam do Gaudì, porque a tradição da cerâmica é super antiga na costa Amalfitana, aí o Gaudì passou por lá, viu como se faz, repetiu em Barcelona e levou toda a fama da cerâmica para lá. Enfim, sei lá o que é verdade e o que não é, mas se um dia vocês forem para a Costa Amalfitana, deixem as comparações com o Gaudì só na cabeça de vocês. Fica a dica. 









Quando acordei eu queria fazer um passeio até salerno, sozinha. Mas quando eu desci o meu tio estava com um amigo me esperando para passear, aí a gente pegou o carro e foi para um lugar de Vietri que eu não tinha ido antes, em um galpão. Quando o amigo do meu tio abriu as portas do galpão.. tcharaaaan, era o paraíso das roupas! Esse amigo do meu tio é estilista, e me levou lá para me dar um casacão e uma calça para eu não passar frio no inverno. O cara foi lá, naquele mar de roupas, e voltou com uma calça e um casacão e falou assim: “vai ficar perfeito em você”, ahahaha, e ficou! Foi super divertido!

Saíndo de lá fui a pé com o meu tio até Salerno de novo, mas desta vez estava chovendo. Mas nem a chuva tirou as pessoas da rua, aí agora lá era um mar de guarda-chuvas coloridos, habitados por pessoas simpáticas embaixo deles. Depois, chegando na parte nova de Salerno, o meu primo foi buscar a gente porque a chuva apertou...

Voltamos para casa, jantamos (mais comida, meu deus!), e aí eu tomei banho para sair com meu outro primo, o Vittorio. Dessa vez eu fui arrasando com o casaco novo, o bom é que estava um frio do capeta! Nós fomos para um bar em uma cidade pertinho de Vietri que chama Cava, e estava eu, meus dois primos com as namoradas e um amigo do Vittorio. Lá nós comemos mais um pouquinho, bebemos e tal, e passeamos pela cidade, para eu ver mais igrejinhas bonitas. Depois os meus primos queriam ir para a balada, mas eu já não agüentava mais e fui eleita a miona da noite. Aí nós fomos para a praça de Salerno, aonde tinha um montão de jovem bebendo. Ficamos um pouco lá, voltamos para casa e eu morri.